Cariocas encontram carteira cheia de dinheiro e devolvem ao dono

Dois cariocas têm uma história bonita. Pra se orgulhar. Parecia um presente de Natal desses que chegam na hora certa: euros, dólares, reais. Um bom tanto de dinheiro depositado por acaso no meio do caminho desses dois amigos. Era uma carteira perdida.

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“Estava sozinha, não tinha ninguém por perto. Aí chamei ele e falei: ‘ó a carteira ali, cara”, conta o comerciante Marcos Nascimento.

O Marcelo é barman. O Marcos, comerciante. Os dois moram na Rocinha, uma das maiores favelas do Brasil. Assim como para milhões de brasileiros, dinheiro para eles é assunto que anda em falta. Com aquela carteira dava para pagar muita coisa.

A carteira estava perdida nesse calçadão. Recheada de dinheiro. Sem destino. Sem dono. Se eles quisessem ficar com ela, quem ia saber? Quase R$ 10 mil. Na palma da mão. Era dinheiro fácil. Mas era dinheiro certo?

“Eu não ralei, eu não mereci. Eu tenho que correr atrás, eu tenho duas pernas, tenho vista, eu tenho que correr atrás trabalhar para ter o meu e não dos outros”, afirma o barman.

Na mesma hora os dois começaram uma campanha relâmpago nas redes sociais. Enquanto a rede se mobilizava, os dois decidiram correr os hotéis da região. Menos de uma hora depois, a recepção do 5 estrelas confirmou a informação e a carteira voltou às mãos do distraído dono, um turista argentino.

“Ficou muito feliz, agradeceu muito, pulou de alegria”, lembra.

Além de poses simpáticas e gratidão, o argentino ofereceu como recompensa uma nota que eles nunca tinham visto: US$ 100 – pouco mais de R$ 300. Dinheiro com destino certo.

“A gente está sabendo que tem uma família lá na Rocinha que a casa pegou fogo. Aí a gente está pensando em dar essa força pra essa família lá”, conta.

A história virou notícia na cidade, mas os dois recusam elogios. Mais que virtude, eles dizem: honestidade é obrigação.

“A única coisa que o homem tem é o caráter. A honestidade, confiança e amor ao próximo a gente pode ter um 2018 melhor”, afirma.

Quem encontra pertence e não o devolve ao dono pode estar cometendo crime

Ao contrário do que proclama a expressão popular “achado não é roubado”, o Código Penal entende como crime apropriar-se de bem perdido. Segundo o artigo 169 do diploma legal, cabe, a quem achar um objeto, devolver ao dono legítimo ou a autoridades competentes. Dessa forma, a justiça recebeu denúncia de um funcionário de cinema que, ao encontrar um celular perdido nas poltronas da sala de exibição, não comunicou à gerência da empresa e levou o aparelho para casa. Dias depois, o réu vendeu o telefone ao tio que, mesmo sabendo da origem ilícita, aceitou comprar, por valor inferior ao mercado. O comprador foi, por sua vez, acusado de receptação.

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Ao encontrar bens perdidos, é necessário, independentemente do valor, fazer o que manda a lei. O dilema moral foi narrado pelo escritor Machado de Assis, no conto “A carteira”. O protagonista, o advogado Honório, encontra na calçada uma carteira recheada de dinheiro, que poderia ser a salvação para suas dívidas. Ele reflete e imagina a quitação de seus débitos junto a agiotas, ao mesmo tempo em que hesita contar as notas no interior do objeto. “A consciência acabou por lhe dizer que não podia, que devia levar a carteira à polícia, ou anunciá-la; mas tão depressa acabava de lhe dizer isto, vinham os apuros da ocasião, e puxavam por ele”, descreve o autor. Por fim, o personagem fictício decide verificar se há identificação no objeto e percebe que o bem pertence, na verdade, a seu amigo Gustavo, que, por uma ironia machadiana típica, mantinha um relacionamento extraconjugal com a esposa de Honório.

Se o superego falha quando o indivíduo não percebe o problema ético ao ficar com o produto encontrado, vale lembrar que a prática é descrita como “apropriação de coisa achada”. No texto da normativa que rege a infração penal, a conduta é descrita como “quem acha coisa alheia perdida e dela se apropria, total ou parcialmente, deixando de restituí-la ao dono ou legítimo possuidor ou de entregá-la à autoridade competente, dentro no prazo de 15 dias”. A pena prevista é detenção, de um mês a um ano, ou multa.

Crimes como esse são de competência dos Juizados Especiais Criminais, por serem considerados de menor potencial ofensivo. Titular da 2ª unidade judiciária de Goiânia, o juiz Wild Afonso Ogawa, esclarece a tipificação do delito. “Na legislação antiga, apropriar-se de bem alheio perdido para proveito próprio era equiparado ao furto, em sua gravidade”, conta.

Hoje, a conduta ainda se assemelha à subtração de bem para fins de dosimetria penal, com base no artigo 155 do CP, que versa, justamente, sobre furtos. “Se o bem perdido for de pequeno valor e o réu, primário, é possível substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar, somente, multa”, elucida o magistrado,

Na denúncia real que ilustra a matéria, o tio do funcionário do cinema foi acusado, pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), de receptação de mercadoria ilícita. Tal circunstância é possível de ocorrer, conforme explica Wild Ogawa. “A receptação é um crime acessório, isto é, precisa da condenação do primeiro delito de roubo ou furto, para ser cabível”.

O processo tramita em segredo de justiça na 8ª Vara Criminal de Goiânia. Consta dos autos que um homem e sua namorada foram ao cinema, num dos shoppings da capital, e não percebeu quando seu celular caiu do bolso. No dia seguinte, sentiu falta do aparelho e percorreu os lugares em que esteve na noite anterior, tendo, inclusive, voltado ao estabelecimento. Ele chegou a ir à seção de achados e perdidos do centro comercial e a pedir imagens das câmeras de monitoramento, mas não encontrou nada.

A vítima, conforme relatou, não cancelou o número e percebeu que a pessoa detentora do celular perdido estava fazendo telefonemas interurbanos. Ele relatou que tentou ligar e mandou mensagens a quem estava utilizando o bem, mas não teve êxito de obter resposta.  Para recuperar o telefone, o homem fez um boletim de ocorrência policial e rastreou o equipamento. Dessa forma, foi descoberto, então, o paradeiro junto ao tio do funcionário do cinema, que havia comprado o produto por R$ 200 – cerca de R$ 600 mais barato em comparação ao valor da nota fiscal.

A doutrina jurídica compreende, ainda, a diferença entre coisa perdida e esquecida. “A primeira sumiu por estranha à vontade do proprietário, enquanto a segunda saiu da esfera de vigilância e domínio por simples lapso de memória”, conforme compara Wild Ogawa.

Assim, quem se apropria de itens esquecidos, como um celular deixado em cima da mesa do restaurante, pode ser enquadrado no crime de furto, ainda mais grave. A pena é reclusão, de um a quatro anos, e multa, segundo preconiza o artigo 155 do CP.  O magistrado lembra, também, que encontrar bens perdidos ou esquecidos não é crime. O delito se configura quando o produto é mantido consigo, sem intenção de devolver.

Fonte: TJGO

Bancária devolve ao dono dinheiro esquecido em caixa eletrônico

Após uma campanha nas redes sociais e nos principais sites de notícias de Alagoas, a bancária Míriam Albuquerque localizou, neste sábado, 01, o dono dos R$ 670 que ela encontrou em um caixa eletrônico localizado em um supermercado da Jatiúca.

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O dinheiro foi devolvido a Wilson Santos, gerente de um restaurante.

A bancária procurou ajuda para localizar o dono do dinheiro que ela encontrou na hora de utilizar o terminal.

Para receber a quantia de volta, o gerente cumpriu as exigências de Míriam e apresentou o extrato bancário contendo o valor, o dia e o horário do saque. Os dados não haviam sido divulgados por ela para evitar que o dinheiro fosse entregue a pessoa errada.

Fonte: Cada Minutos

Homem recupera celular furtado de mulher e pega táxi para devolvê-lo, no Rio

Uma boa ação pode mudar o dia de uma pessoa. Ou de mais de uma. Foi o que aconteceu com o vendedor Dyocil Menezes, de 39 anos, e a arquiteta e urbanista Carolina Galeazzi, de 39 anos. Ela teve o celular furtado em um ônibus da linha 485, que faz o trajeto Penha-Siqueira Campos, na Cidade Nova, no Centro do Rio. Ele, que havia acabado de descer do veículo e viu toda a cena, conseguiu recuperar o aparelho.

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Carolina estava na janela do ônibus quando um jovem pegou o celular dela. O rapaz tinha acabado de passar por Dyocil, que descia do ônibus. Ao ver a rápida cena acontecer e o ônibus seguir viagem, ele perguntou ao jovem que cometeu o furto se poderia ter o celular de volta.

– Eu vi quando ele puxou o celular. Olhei para ele falei ‘Aí, bora desenrolar esse telefone aí’. Ele perguntou se eu queria devolver o celular para a dona e eu falei que sim. Ele, então, jogou o telefone para mim. Na hora, fiquei preocupado. Não sabia se ele estava sozinho, mas agi por instinto. Nunca tinha feito isso, mas me senti confortável em fazer de alguma forma – contou.

Um pouco ressabiado, Dyocil atravessou a rua e resolveu aproveitar o fato de o aparelho estar desbloqueado para enviar mensagens e ligar para contatos avisando que estava com o celular de Carolina. Logo depois, entrou em um táxi e seguiu o trajeto do ônibus na esperança de encontrar a dona do celular.

– Encontramos o ônibus em Botafogo. O taxista buzinou e eu desci. Entrei no ônibus e perguntei para o motorista se alguém ali tinha tido o celular roubado. Ele me mostrou a Carolina e eu devolvi o aparelho para ela. Foi rápido, nem deu para falar ali direito. Ela ficou sem entender nada – disse Dyocil.

Carolina, por sua vez, ficou surpresa com a chegada do vendedor no coletivo.

– Ele para o ônibus e entra com o celular na mão e para mim aquilo foi muito surpreendente. Querendo ou não, o roubo a gente sabe que acontece. Agora, alguém se empenhar para devolver o celular assim, dessa forma, é o que a gente estranha hoje, infelizmente. Fiquei muito surpresa, nem consegui conversar com ele. Fiquei meio ‘como assim?’ perguntei como tinha sido e tal, mas o táxi estava atravessado no meio da rua, as pessoas queriam ir para casa e tal…Mas fiquei desacreditada mesmo. Cheguei em casa e liguei para ele para entender – disse Carolina.

Em casa, a arquiteta entrou em contato com o vendedor para entender o que tinha acontecido. Carolina ainda se ofereceu para pagar a corrida de táxi de Dyocil, mas ele negou. O dinheiro precisava ser investido em algo importante.

– Ela me ligou já em casa, agradecendo, queria ressarcir a corrida. Falei para ela ajudar instituições de caridade. Mandei duas que eu já ajudei e conheço (Associação Espaço Pequeno Cidadão e Quero na Escola), que são relacionadas a educação e que apoiam crianças e jovens. Falei para ela ‘se você puder ajudar, a gente atua para que outros moleques não passem por isso’. Falei também para a gente torcer por esse menino que a furtou porque ele estava ali por um contexto – explicou Dyocil.

Carolina aceitou o combinado e disse que as atitudes de Dyocil a fizeram “reacreditar na humanidade”.

– Eu achei lindo o gesto dele porque é isso mesmo que falta nas pessoas. Essa coisa de pensar no outro como ele pensou em mim e nessas instituições. Eu doei o dinheiro para uma delas e aconteceu que, no final, poderia ter sido um dia ruim, mas fiquei muito feliz pelo desenrolar da história. Não só pelo celular, mas por tudo que significou, humanamente falando. Compartilho do que ele falou. O que achei mais lindo foi o que ele falou na mensagem que me mandou para a gente torcer pelo menino, mandar energias boas para ele. Eu acho que é isso mesmo. Se a gente se ajudasse mais nesse sentido, até o que o proprio Dyocil fortalece, a gente teria uma sociedade diferente – disse.

A história da dupla foi publicada no Facebook por Carolina no dia 5 de junho e rapidamente viralizou. O que eles querem com isso? Que mais pessoas multipliquem amor.

– Eu acredito na humanidade sempre. O importante é que a gente foque nas coisas boas que acontecem, mesmo diante de tragédias. O bom de viralizar é que as pessoas vão ter acesso às instituições e podem ajudar também. Eu acredito no diálogo. Não briguei com o menino. Falei com ele numa boa. Foi sim arriscado porque a gente não sabe a reação do outro. Mas acredito no diálogo, acredito em boas ações e que elas geram boas coisas. Que cada um que curtiu, compartilhou ou comentou faça sua parte também, para que outras crianças e jovens não entrem nesse caminho. Ao menino, desejo boas energias – concluiu Dyocil.

Fonte: Extra

Homem encontra R$ 14 mil no chão e devolve ao dono no Ceará

Um comerciante da cidade de Quixeramobim, no interior do Ceará, passou por um susto daqueles na manhã desta terça-feira (9), ao perder um pacote com R$ 14 mil. Adiel Neto, porém, foi surpreendido por um ato de honestidade. As informações são da Tribuna do Ceará.

Segundo a publicação, o homem andava pelo centro do município quando deixou a quantia, envolta em um maço de papel, cair no chão. No banco, ele percebeu que não estava mais com o dinheiro e foi em busca de câmeras de segurança para tentar identificar o local onde havia perdido o pacote. Nas imagens, um homem aparece pegando o dinheiro.

Adiel acionou a polícia e chegou a oferecer uma recompensa para quem devolvesse os R$ 14 mil. Um homem, que não teve o nome divulgado, entrou em contato logo depois para devolver a quantia.

De acordo com a polícia, o homem não tinha nenhuma intenção em ficar com o valor, e o caso terminou bem. Os agentes não informaram que o homem recebeu a recompensa.

Fonte: Bol

Empacotador de supermercado encontra R$ 1260 e devolve ao dono

Um empacotador de um supermercado da Asa Sul encontrou e devolveu ao dono R$ 1.260 em espécie. Um cliente havia esquecido o dinheiro, dentro de um envelope, na loja, após realizar compras na manhã de quinta-feira (5). Ele deu falta do pacote quando estava no estacionamento, mas decidiu ir para casa, sem saber onde poderia ter perdido o valor. Só à tarde, após lembrar todos os lugares por onde havia passado durante o dia, decidiu retornar ao supermercado. Para sua surpresa, o gerente entregou o envelope como ele havia deixado no caixa, após colocar as sacolas no carrinho e seguir para o carro.
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No entanto, o homem não encontrou o empacotador, responsável pelo ato de honestidade. Ele já havia ido embora do trabalho quando o cliente retornou ao supermercado à procura do pacote. Na manhã desta sexta-feira (6/1), o cliente, o  funcionário público José Marcos de Campos Bonfim, 54 anos, voltou ao Pão de Açúcar da 406/407 Sul. Ele fez questão de conhecer Sérgio Henrique Ferreira, 37 anos, o empacotador. E, como forma de gratidão, deu R$ 100 ao funcionário do estabelecimento.
A história começou quando José Marcos de Campos Bonfim, analista do Banco Central, sacou R$ 1.260 em um caixa eletrônico da 406/407 Sul. O dinheiro seria destinado ao pagamento de contas da mãe dele. O servidor público  as notas em um envelope e foi fazer compra no supermercado vizinho. Precisa de um galão de 5 litros de água.
José Marcos, porém, entrou no Pão de Açúcar com o envelope, e com ele permaneceu durante as compra, até passa o galão de água no caixa. “Assim que realizei o pagamento, sai de lá e me dei conta de que tinha perdido R$ 1.260”, conta. Bonfim voltou ao caixa, mas o dinheiro não estava mais lá, nem a funcionária que o tinha atendido. “Na hora, já tinha perdido as esperanças. Não passou pela minha cabeça falar com a gerência”, comenta.
O servidor público não queria criar constrangimento, ao supostamente demonstrar desconfiança.  À tarde, a dúvida permaneceu na cabeça de José Marcos. “Decidi voltar mais uma vez ao supermercado, para consultar o serviço de câmeras. Mas nem foi preciso. O gerente logo apareceu com o envelope na mão. Fiquei muito surpreso”, ressalta.  No momento, ele soube que o empacotador havia encontrado o pacote e entregue ao seu superior. Já a caixa, deixou o posto para ir ao banheiro, logo após atendê-lo. Por isso não a reencontrou.
O homem queria agradecer quem tinha devolvido o valor. Por isso, marcou com o gerente o encontro com o empacotador, na manhã desta sexta-feira. “Coisas assim precisam ser divulgadas. Temos que dar o exemplo para nossa cidade. Sérgio é um modelo a ser seguido”, destacou.
Para o empacotador, o mais importante é permanecer com a consciência limpa. “Tenho dois filhos e é minha função passar essa lição para eles. Se eu preciso do dinheiro, imagina quem perde”, ponderou. “Fiquei muito feliz com tudo. Nem passou pela minha cabeça ficar com alguma coisa”, completou.
Sérgio trabalha no supermercado há 10 anos e recebe um salário mínimo (R$ 937). “Entro todos os dias às 6h e saio às 14h20. O dinheiro que achei era superior ao que ganho, mas não posso ficar com o que não é meu”, concluiu. Ele mora no Paranoá, com a mulher e os dois filhos.

Agricultora encontra tablets e devolve ao dono em Pernambuco

A agricultora Quitéria Rodrigues estava a pé na quinta-feira (23) quando encontrou uma pasta com dois tablets entre Brejão e Terezinha, no Agreste de Pernambuco. No mesmo dia, ela conseguiu devolver os objetos que pertenciam ao consultor empresarial Weigma Bezerra, e ao diretor comercial Webber Mauro. O caso foi divulgado na quarta-feira (1º).

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Weigma conta que no sábado (25) foi até a casa de Quitéria para agradecer pelo gesto. “A conduta dela foi algo tão belo… Foi um ato de tremenda honestidade”, destaca o consultor empresarial. Ele ainda revela que a mulher não pediu nada em troca de devolver os tablets.

De acordo com Weigma, a agricultora anda cerca de seis quilômetros quase todos os dias para ir de Brejão até Terezinha. “Ela me mostrou o local onde encontrou os tablets. Fiquei muito feliz com a atitude dela”, afirma.

O consultor empresarial estava prestando consultoria em uma empresa de Bom Conselho quando teve o carro arrombado e os objetos furtados. “Percebi que quebraram o vidro de trás do meu carro e levaram uma mochila. Lá tinha o notebook e um tablet de Webber [diretor comercial], o meu tablet e uma agenda”, detalha.

Weigma Bezerra tentou prestar queixa na Delegacia de Polícia Civil local, mas não conseguiu. “No dia seguinte, o gerente da empresa [que prestou consultoria] entrou em contato comigo e falou que alguém havia encontrado alguns dos objetos furtados”, recorda o consultor.

Fonte: G1

Vigilante encontra carteira ‘recheada’ de dinheiro e devolve ao dono

Durante entregas em Maringá, um morador de Japurá (a 26 quilômetros de Cianorte) perdeu a carteira com uma quantia relevante em dinheiro, cartões bancários, cheques e documentos pessoais. O homem já estava conformado com o prejuízo e ficou surpreso ao reaver todos os objetos na noite dessa segunda-feira (5).

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Um vigilante de uma concessionária de veículos encontrou a carteira na Avenida Colombo, na Zona 7 de Maringá, e mostrou sua honestidade ao chamar a Polícia Militar e devolver os itens perdidos pelo entregador.

Com a ajuda da equipe da Rede Massa / SBT e Massa News, a PM localizou Luan César Rocco, o dono da carteira. “Graças a Deus têm pessoas boas nesse mundo ainda”, comemorou o rapaz.

Fonte: SEEVISSP

Catador de lixo reciclável acha 1,4 mil dólares, devolve ao dono e ganha o aplauso

Boas notícias são raras na imprensa patropi, que trata o “bem” como deslize piegas e o “mal” como “o” assunto seminal de suas manchetes. Mas, apesar da lama quase geral — o que falta no Brasil não é água, e sim lava-jatos suficientes —, há gestos de indivíduos que merecem registro e, até, o aplauso da sociedade. O catador de materiais recicláveis João Rodrigues Cerqueira tem 20 anos e, pobre, mora num casebre. Na terça-feira, 20, reporta o “Correio Braziliense”, ao colher lixo para reciclagem, João achou um envelope com 1,4 mil dólares. O dinheiro havia sido perdido pelo fonoaudiólogo Bruno Temístocles.

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{“Em um pau tão torno como aquele de que o homem foi feito não se pode esculpir nenhuma coisa inteiramente reta.” Kant}

Bruno esteve na cooperativa dos catadores de material reciclável em busca de informações sobre o envelope perdido com pouco mais de 4 mil reais. Um garoto de 7 anos, cunhado do fonoaudiólogo, havia jogado o envelope no lixo, sem saber que continha dinheiro. Mesmo sem muita esperança de recuperar os dólares, Bruno deixou o telefone na cooperativa. Pouco depois, João ligou e disse que havia encontrado o dinheiro.

Por sua honestidade, João recebeu 600 reais como recompensa e terá um emprego com carteira assinada na empresa da família de Bruno.

{“O homem não é nem bom, nem mau, nasce com instintos e aptidões; a sociedade , longe de depravá-lo, como pretendeu Rousseau, o aperfeiçoa, torna-o melhor; mas o interesse desenvolve-lhe os maus pendores também.” Balzac}

Porém, não pense o leitor que João se considera herói, por ter devolvido os dólares. “Não fiz nada demais. Nada além do meu dever. Mesmo que eu não tivesse ganhado nada, não me arrependi da minha ação. Independentemente da classe social, existem muitas pessoas boas no mundo, que não pensam em passar os outros para trás”, disse.

{“Todo homem que é um homem de verdade deve aprender a ficar sozinho no meio de todos, a pensar sozinho por todos — e, sendo necessário, contra todos.” Romain Rolland}

Comovido com a honestidade de João, o cantor Gabriel, o Pensador articulou uma vaquinha entre amigos, reuniu 10 mil reais e decidiu levar o dinheiro pessoalmente à casa de João. “Rapaz, não consegui nem falar na hora”, contou João à repórter Adriana Bernardes, do “Correio”. “Eu nunca ia esperar uma coisa dessas. O Gabriel, o Pensador veio de tão longe aqui na minha casa, um lugar tão humilde, nossa!”, disse.

João mora numa das regiões mais carentes do Distrito Federal, a Chácara Santa Luzia, na Estrutural.

A repórter Adriana Bernardes pergunta: “E o que você vai fazer com o dinheiro?” João surpreende a jornalista e diz que não vai comprar nada para si, “mesmo morando num barraco improvisado”. Vai usar o dinheiro para ajudar a mãe, que, por certo, tem carências maiores.

{“O homem é a criatura que não pode sair de si, que só conhece os outros em si, e, dizendo o contrário, mente.” Proust}

A honestidade de João tende a mudar sua vida. “Rapaz, graças a Deus apareceram pessoas abençoadas e com o coração tão bondoso… Só agradeço todos os dias essa oportunidade”, afirma João, sem notar que, no caso, ninguém é tão abençoado quanto ele.

Na terça-feira, 27, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios homenageou João e o convidou a ser palestrante de um projeto dirigido às escolas públicas — “O que você tem a ver com a corrupção?” João, sua mãe, a mulher e uma filha foram recebidos pelo procurador-geral de Justiça, Leonardo Bessa. Tornou-se a sensação de Brasília. Pelo menos uma vez uma vez a honestidade venceu e isto deve mesmo ser comemorado. João é um homem decente.

Fonte: Jornal Opção

 

Bandidos deixam cair dinheiro e moradores devolvem a dono de loja

Na tarde de sábado (22), bandidos que assaltaram uma loja de eletrodoméstico no município de São Benedito, interior do Ceará, deixaram cair todo o dinheiro durante a fuga.

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De acordo com a PM, os dois criminosos se depararam com a polícia na saída do estabelecimento. Houve tiroteio e durante a fuga os assaltantes deixaram cair as notas pela rua.

Segundo informações do G1, populares que presenciaram a ação recolheram o dinheiro e devolveram ao proprietário da loja.

Um assaltante foi preso e o outro conseguiu fugir.

Fonte: Repórter São Paulo